quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Crise Americana bem Explicada...


Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas , 43 notebooks, 1634 cuecas.
Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez...

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil... Parecia fácil.

Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca.

Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED (banco Central Americano) começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez.
O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos.
Essas ações foram corretas e até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.

No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.

O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

E, no dia 15 de Setembro/2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos) pontos no Indice Dow Jones, que mede o valor ponderado das acoes das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York, a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929...

Qual foi a primeira cidade brasileira a ser planejada?



Foi Salvador, capital da Bahia, fundada em 1549 por Tomé de Souza, o primeiro governador geral do Brasil. A cidade foi erguida tendo como base um traçado geométrico elaborado por Luís Dias, arquiteto nomeado pela Coroa portuguesa. Não sobrou nenhuma cópia da planta inicial de Salvador, mas quando se examina o mapa mais antigo existente, de cerca de 1620, dá para ver que na construção da primeira capital brasileira foi usada uma planta urbana muito semelhante àquilo que os arquitetos europeus do período renascentista (séculos 15 e 16) consideravam como uma cidade ideal. Quando se olha hoje o traçado das ruas da parte central de Salvador, que corresponde ao setor construído por Tomé de Souza, dá para perceber que as quadras e praças são todas retangulares. Na maioria, apresentam forma semelhante a um quadrado, como se fizessem parte de um grande tabuleiro de xadrez. Apesar de Salvador ser considerada a primeira cidade brasileira a ser planejada, os especialistas afirmam que esse título é um pouco discutível.

“Muitas outras vilas e cidades do Brasil obedeceram a critérios de planejamento urbano, com a finalidade de atingir determinados objetivos”, afirma o arquiteto e urbanista Antônio Carlos de Oliveira, da Unesp, em Bauru (SP). É que, de maneira geral, as mais antigas ocupações urbanas no Brasil obedeciam a um certo planejamento, ainda que sem um traçado geométrico preciso. Isso porque suas construções tinham funções específicas, como garantir a posse do território para Portugal e a exploração dos recursos naturais da colônia. Um bom exemplo de uma cidade anterior a Salvador que foi razoavelmente planejada é a parte antiga de Olinda, em Pernambuco, fundada em 1537. Os desenhos mais velhos mostram que no local em que se situavam a Igreja Matriz e a chamada torre do governador havia duas ruas retas, paralelas entre si. Depois, com o desmoronamento de parte do morro onde estava uma delas, a maioria desse traçado acabou se perdendo com o tempo.

Status de superpotência dos EUA está ameaçado.

Análise: Status de superpotência dos EUA está ameaçado

Paul Reynolds
Da BBC News

Os Estados Unidos vão continuar dominando o mundo no futuro?
A crise econômica global deve abalar o status dos Estados Unidos como única superpotência da atualidade.
Do ponto de vista prático, os Estados Unidos estão militarmente no limite, com operações no Iraque e no Afeganistão – e, agora, estão também financeiramente no limite.

Do ponto de vista filosófico, vai ficar mais difícil para os americanos defenderem o livre mercado em um momento em que o seu próprio mercado entrou em colapso.

Alguns já vêem o atual momento como crucial.

O filósofo político John Gray, que recentemente se aposentou da prestigiada faculdade de ciências sociais London School of Economics, em Londres, deu seu ponto de vista em um artigo no jornal britânico The Observer: "Temos aqui uma histórica mudança geopolítica, na qual o balanço de poder do mundo está sendo alterado de forma irreversível".

"A era da liderança global americana, que vem desde a Segunda Guerra Mundial, está acabada… a crença americana no livre mercado se autodestruiu, enquanto outros países que mantiveram um controle geral dos mercados tiveram sua vingança."

"Em uma mudança com implicações mais amplas do que a queda da União Soviética, um modelo inteiro de governo e de economia entrou em colapso."

"Quão simbólica é a imagem de astronautas chineses fazendo uma caminhada no espaço enquanto o secretário do Tesouro dos Estados Unidos fica de joelhos", diz.

Não é o fim do mundo

Nem todos concordam que o apocalipse americano chegou. Afinal de contas, o sistema passou por testes no passado.


Bolton não acredita que os EUA estão em decadência

Em 1987, o índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu mais de 20% em um único dia. Em 2000, a bolha do "ponto com" estourou. Ainda assim, em ambos os casos, os Estados Unidos se recuperaram, como fizeram depois da Guerra do Vietnã.

Os comentários do professor Gray certamente não impressionaram uma dos mais ferrenhos neoconservadores a servirem no governo Bush, o ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton.

Quando apresentei a ele as declarações de Gray, ele perguntou se o professor por acaso estava vendendo os ativos que possui nos Estados Unidos.

"Se estiver, onde ele está aplicando o dinheiro? E se ele não tem ativos nos Estados Unidos, por que devemos prestar atenção nele?"

Não obstante, parece de fato que o conceito de uma superpotência sem concorrentes, que se tornou verdadeiro após o colapso do comunismo (e o suposto fim da história) não é mais válido.

Mundo multipolar

Até mesmo os mais destacados pensadores neoconservadores reconhecem que um mundo mais multipolar está surgindo, mas um em que a posição americana será de liderança.


"Até mesmo os mais destacados pensadores neoconservadores reconhecem que um mundo mais multipolar está surgindo, mas um em que a posição americana será de liderança."


Robert Kagan, co-fundador em 1997 do Projeto para um Novo Século Americano, que pregava uma "liderança global americana", disse em um artigo na revista Foreign Affairs: "Aqueles que hoje proclamam que os Estados Unidos estão em decadência freqüentemente imaginam um passado em que o mundo dançava de acordo com a música americana, em posição de inferioridade. Isso é uma ilusão".

"O mundo hoje se parece mais com o do século 19 do que com o do final do século 20."

"Aqueles que imaginam que isso é uma boa notícia devem se lembrar que a ordem mundial no século 19 não chegou ao fim tão bem quando a Guerra Fria."

"Para evitar esse destino, os Estados Unidos e outras nações democráticas precisam ter uma visão mais iluminada e generosa de seus interesses do que eles tinham durante a Guerra Fria. Os Estados Unidos, no papel da mais forte democracia, não devem se opor a um mundo de reduzida soberania, mas dar boas-vindas a ele.”

"Ao mesmo tempo, as democracias da Ásia e da Europa precisam redescobrir que o avanço rumo a essa ordem liberal mais perfeita depende não apenas da lei e da vontade popular, mas também do apoio e da defesa de nações poderosas."

Novo ceticismo

Robin Niblett, diretor de um dos principais centros de estudos britânicos, Chatham House, disse que um americano que defendeu a continuidade da liderança americana no mundo enfrentou ceticismo em uma conferência a que Niblett compareceu em Berlim.

"Os Estados Unidos são vistos como relativamente decadentes e tem havido um aumento enorme dessa percepção nestes dias finais do governo Bush", disse Niblett, que trabalhou dos dois lados do Atlântico. "A ascensão de novas potências, o aumento da riqueza oriunda do petróleo em alguns países e a disseminação do poder econômico pelo mundo reforçam isso."

"Mas precisamos diferenciar o momento imediato de sua base. Não há dúvida de que o presidente Bush criou alguns de seus próprios problemas. O uso até o limite do poder militar do país e a crise econômica podem ser atribuídos ao seu governo."


Apesar dos avanços no espaço, a China pode ter fome no futuro

"Seus cortes nos impostos não vieram acompanhados pela redução nos gastos. O efeito combinado de fatos como as derrotas no Iraque, as dificuldades no Afeganistão, o rechaço da Rússia à interferência americana quando os russos se envolveram na Geórgia e em outros lugares, tudo isso conduz à sensação de que trata-se do fim de uma era."

Força empreendedora

Niblett, entretanto, acredita que é preciso esperar um pouco antes de anunciar um veredicto, já que estruturalmente os Estados Unidos ainda têm força.

"Os Estados Unidos ainda são imensamente atraentes para imigrantes qualificados, e ainda são capazes de produzir uma Microsoft ou uma Google”, continuou.

"Mesmo suas dívidas atuais podem ser revertidas. Eles têm uma enorme resiliência econômica, o que se vê na produção local e no surgimento de novos empreendimentos."

"E há quem possa perguntar – os Estados Unidos estão em decadência em relação a quem? A China está em uma corrida desesperada de crescimento para alimentar sua população e, com isso, evitar transtornos civis em 15 ou 20 anos. A Rússia não é exatamente inofensiva, mas está ampliando seus limites com uma nova estratégia assentada em uma base frágil. A Índia tem imensas contradições internas. A Europa tem, em geral, se mostrado incapaz de sair da estagnação com o dinamismo dos Estados Unidos.”

"Mas os Estados Unidos precisam reencontrar seu caminho nas finanças e o quão bem conseguirem fazer isso vai determinar como será sua capacidade militar. Se tiverem menos dinheiro, terão menos tropas."

Com a eleição presidencial americana se aproximando, valerá a pena voltar ao assunto dentro de um ano para verificar como o mundo vai estar - e qual será o lugar dos Estados Unidos nele.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081001_eua_superpotenciarg.shtml

Mercosul: site oficial.



Site oficial do Mercosul.Português/Espanhol.

http://www.mercosur.int/msweb/portal%20intermediario/pt/index.htm

Simulação de emissão de CO2 em tempo real no mundo.



Mapa Mundi que além das emissões de CO2, mostra também as taxas de natalidade e mortalidade em tempo real de todos os países do mundo.Vale a pena conferir.

http://www.breathingearth.net/

sábado, 15 de novembro de 2008

Visite alguns Museus!

Museu Histórico Nacional, criado em 1922, é um dos mais importantes museus do Brasil, reunindo um acervo de mais de 287.000 itens, entre os quais a maior coleção de numismática da América Latina. O conjunto arquitetônico que abriga o Museu desenvolveu-se a partir do Forte de Santiago, na Ponta do Calabouço, um dos pontos estratégicos para a defesa da cidade do Rio de Janeiro.

http://www.museuhistoriconacional.com.br/


Página eletrônica do CPDOC, Escola de Ciências Sociais e História da Fundação Getúlio Vargas. Criado em 1973, tem o objetivo de abrigar conjuntos documentais relevantes para a história recente do país, desenvolver pesquisas históricas e promover cursos de graduação e pós-graduação.

http://www.cpdoc.fgv.br


Museu virtual do Banco Central que conta a história do dinheiro no Brasil e no mundo.Contém imagens das primeiras cédulas e moedas nacionais.

http://www.bacen.gov.br/?MUSEU


Museu Americano de História Natural

http://www.amnh.org/


Smithsonian National Air and Space Museum

http://www.nasm.si.edu/


Museu do Louvre

http://www.louvre.fr


Museu do Vaticano

http://www.christusrex.org/www1/vaticano/0-Musei.html


Museu Britânico

http://www.britishmuseum.org/default.aspx


Johnston Geology museum

http://www.emporia.edu/earthsci/museum/museum.htm


Dakota Dinosaur Museum

http://www.dakotadino.com/

Viciados em petróleo. parte I

Viciados em petróleo. parte II

Viciados em petróleo. parte III

Viciados em petróleo. parte IV